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sábado, 30 de julho de 2011

Índios: 500 anos de Resistência

O litoral atlântico era ocupado por numerosos povos indígenas que falavam a mesma língua, o tupinambá. Viviam da pesca, da caça e da agricultura de subsistência, plantavam sobretudo mandioca, milho e feijão. No entanto, os portugueses que vieram para cá queriam plantar a cana-de-açúcar com a intenção de vender o açúcar na Europa, pois rendia muito dinheiro. É fácil concluir que entre os índios e esses invasores o choque seria inevitável e que a superioridade tecnológica dos portugueses determinaria em muitos casos a derrota dos índios. Os colonizadores adotaram o puro terror e o massacre, e muitas vezes o suborno, para obter a submissão dos povos indígenas. Atraídos pelos artefatos europeus, como anzóis, foices e machados, os portugueses conseguiam em troca a mão-de-obra indígena. Os portugueses também exploravam as rivalidades intertribais. Era tática comum fazer alianças com uma tribo para lutar contra uma outra rival. Ao final da guerra, os antigos aliados eram igualmente aniquilados ou submetidos. Mas algumas tribos usaram da mesma tática, como ocorreu nas disputas entre franceses  portugueses nas primeiras décadas da colonização.
Sobreviveram poucas nações no litoral brasileiro: os Tremembé e os Tapeba, no Ceará; os Potiguara, na baía da Traição (Paraíba); os Pataxó, em Coroa Vermelha e Barra Velha (Bahia); os Tupinikim, ao norte do Espírito Santo. São grupos remanescentes que perderam sua língua original e falam hoje o português. Vivem discriminados pela sociedade nacional, mas continua considerando-se indígenas.  
No litoral paulista e capixaba vivem os Guarani, que vieram mais tarde do Paraguai, mas enfrentam os mesmos problemas das outras nações do litoral. Apesar de tudo parte da cultura indígena sobreviveu, mesmo com a miscigenação, que muitas vezes foi fruto de violência contra esses povos.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O conceito de alfabetismo funcional





Por Lilian Milena

Trechos extraídos do trabalho Alfabetismo funcional: Referências conceituais e metodológicas para a pesquisa:

Origem dos conceitos analfabetismo e alfabetismo funcional:

O termo alfabetismo funcional foi cunhado nos Estados Unidos na década de 30 e utilizado pelo exército norte-americano durante a Segunda Guerra, indicando a capacidade de entender instruções escritas necessárias para a realização de tarefas militares (Castells, Luke & MacLennan, 1986). A partir de então, o termo passou a ser utilizado para designar a capacidade de utilizar a leitura e escrita para fins pragmáticos, em contextos cotidianos, domésticos ou de trabalho, muitas vezes colocado em contraposição a uma concepção mais tradicional e acadêmica, fortemente referida a práticas de leitura com fins estéticos e à erudição. Em alguns casos, o termo analfabetismo funcional foi utilizado também para designar um meio termo entre o analfabetismo absoluto e o domínio pleno e versátil da leitura e da escrita, ou um nível de habilidades restrito às tarefas mais rudimentares referentes à "sobrevivência" nas sociedades industriais.

A definição de alfabetização que a Unesco propusera em 1958 fazia referência à capacidade de ler compreensivamente ou escrever um enunciado curto e simples relacionado à sua vida diária. Vinte anos depois, a mesma Unesco proporia outra definição, qualificando a alfabetização de funcional quando suficiente para que os indivíduos possam inserir-se adequadamente em seu meio, sendo capazes de desempenhar tarefas em que a leitura, a escrita e o cálculo são demandados para seu próprio desenvolvimento e para o desenvolvimento de sua comunidade.

O apelo do termo analfabetismo funcional nos fóruns internacionais pode ser atribuído a essa polissemia de sua definição (...) Para uns, a funcionalidade da alfabetização dizia respeito, principalmente, à formação de mão-de-obra apta a adaptar-se às exigências da modernização econômica, para outros, a funcionalidade deveria ser interpretada como adequação das iniciativas de alfabetização aos interesses da população pobre, oprimida ou marginalizada, devendo, nesse sentido, visar à transformação das estruturas políticas e econômicas e não à adaptação dos
indivíduos a elas.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Desafios da Língua TV Senado


O Brasil implanta até 2012 a totalidade das regras da nova Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa, firmado pelos oito estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Este Repórter Senado analisa a polêmica em torno das mudanças promovidas pelo acordo e as questões políticas na decisão.





quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Corporação

A Corporação é um documentário que analisa a fundo o poder das grandes empresas, das grandes corporações. O filme fala desde o nascimento desse tipo de negócio até o predomínio de suas atividades no mundo atual, refletindo desde a Revolução Industrial até as vitórias legislativas que permitiram que empresas e cientistas chegassem a patentear boa parte da vida natural.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Chico Mendes - Cartas da Floresta


Criado na Floresta Amazônica, sem jamais freqüentar uma escola e tendo de trabalhar desde os 9 anos como seringueiro, Francisco Alves Mendes Filho, conhecido como Chico Mendes, foi responsável pela mais eficaz militância ecológica já ocorrida no país, tornando-se símbolo mundial da luta pela preservação da Amazônia. Para evitar a devastação da floresta e conservar o modo de vida dos habitantes locais, quer fossem índios, seringueiros, ribeirinhos ou pescadores, pregava a sua organização, a negociação pacífica com os pecuaristas e a criação das reservas extrativistas: áreas protegidas para usufruto da população que vive da exploração de recursos materiais renováveis e que deve, por lei, combinar preservação ambiental e desenvolvimento econômico e tecnológico. Provocou, no entanto, a ira de fazendeiros da região, sendo assassinado, em 1988, por Darli Alves da Silva e seu filho, Darci Alves Pereira. Sua trajetória política iniciou-se quando participou do II Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), defendendo a tese Em Defesa da Floresta. Ao final do Congresso, foi eleito suplente da diretoria nacional do órgão. No final dos anos de 1970, ajudou a fundar os primeiros sindicatos do Acre, com o apoio da Confederação dos Trabalhadores Agrícolas (Contag) e da Igreja Católica. Em 1985, organizou o I Encontro Nacional de Seringueiro, destacando-se como principal liderança da região. Nos anos seguintes, mantendo incansável luta pela preservação da floresta, recebeu o reconhecimento internacional. Foi visitado por membros da Organização das Nações Unidas (ONU) e recebeu o Prêmio Global 500, conferido a pessoas que se destacam na defesa do meio ambiente. Em 1988, meses antes de sua morte, o governo federal, por meio do Ministério da Reforma Agrária, instalou a primeira reserva extrativista na Amazônia, cuja responsabilidade de organização ficou a cargo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri. Atualmente, existem aproximadamente 21 reservas, ocupando mais de 3 milhões de hectares da floresta. Depois de um século de trabalho semi-escravo devido à exploração da borracha, os seringueiros passaram a ser reconhecidos como uma categoria especial de trabalhadores rurais, que tanto vivem dos produtos da floresta como lutam por sua preservação.

Chico Mendes - Cartas da Floresta from Marcos Abreu on Vimeo.

Paulo Freire


Paulo era filho de Joaquim Temístocles Freire, capitão da Polícia Militar de
Pernambuco e de Edeltrudes Neves Freire: Dona Tudinha. Ela “era essa coisa eufêmica
que se chama prendas domésticas (...). Era uma bordadeira excelente!” (Freire. P. e
Guimarães, S., 1982, p. 17). Conforme depoimento de Maria Adozinda Monteiro Costa,
educadora e prima de Paulo Freire, que conviveu com a família por vários anos, Dona
Tudinha era uma pessoa boníssima, cuja conduta era pautada pela mansidão.
Paulo guardou da infância lembranças fortes que o acompanharam por toda a vida e
que relata em várias de suas obras. “Minha alfabetização”, declarou à Revista Nova
Escola, em dezembro de 1994, “não me foi nada enfadonha, porque partiu de palavras e
frases ligadas à minha experiência, escritas com gravetos no chão de terra do quintal”.
De modo ainda mais incisivo, escreveu em A importância do ato de ler (Freire, P. 1982
p.16): “Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras,
com palavras do meu mundo, não do mundo maior dos meus pais. O chão foi o meu
quadro-negro; gravetos, o meu giz.”
Com o golpe de Estado de 1964, Paulo Freire foi preso no dia 16 de junho,
acusado de atividades subversivas. Permaneceu 70 dias detido, parte em Olinda, parte no
Recife, mas em diversas celas. Ou, como declarou a Sérgio Guimarães (1987, 66): “fui
inquilino de duas casas, mas morei em vários apartamentos”

Paulo Freire (trajetória) from padial on Vimeo.



Paulo Freire Contemporâneo - parte 2 from Marcos Abreu on Vimeo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Pasquim



O humor irreverente da charge política comenta e ajuda a
compreender os fatos do cotidiano
O humor no Brasil dos anos 70 marcou pela rebeldia bem humorada
ao golpe de 64. Nesse sentido, o aparecimento do gênio de
Henfiil era, na verdade, apenas o começo do fim. O prenúncio de
uma nova era em que a contestação política não teria mais a mesma
importância.
Um fenômeno como O Pasquim não ocorreria com o mesmo
ímpeto num regime de liberdades democráticas, o confronto com a
ditadura era a mola propulsora do deboche e irreverência que o semanário
ipanemense levou a todo o país.
Com a abertura política, os grandes jornais assimilaram os expoentes
da imprensa nanica e isso, indiretamente, esvaziou o humor
crítico da patota. Com Millôr na Veja, Henfil na 1stoÉ, Ziraldo no
Jornal do Brasil (JB), o Jaguar tentou por todos os meios continuar
publicando O Pasquim, contando com novos talentos, eu inclusive.
Colaboraram nessa época com o já nem tanto prestigiado hebdomadário:
Reinaldo, Hubert e Cláudio Paiva (futuros fundadores
do Planeta Diário, da TV Pirata e, mais tarde, integrantes da turma
do Casseta & Planeta) além de Nani (Hernani Diniz Luca, autor
e produtor de textos para programas humorísticos}. Mariano &
Agner. Juntos, eles editam O Pingente cujo titulo, além de ser uma
alusão aos passageiros de última classe da Central do Brasil, era
uma constatação de que, apesar de trabalharem em O Pasquim,
não eram mais parte integrante dele. O Pingente chegou a ser distribuído
e encartado dentro
de O Pasquim, mas,
por conservar ainda as
mesmas características da
nave-mãe, não soube como
se diferenciar e fechou.


Paulo Caruso, Cartunista

O Pasquim on Vimeo.

Fernando Lyra e os bastidores da redemocratização brasileira


Nascido em Caruaru (Pernambuco) em 1938, o advogado Fernando Soares Lyra iniciou sua carreira política em 1967, quando disputou e foi eleito deputado estadual para um mandato até 1971, ano em que fundou o Grupo Autêntico do então Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Esteve na Câmara quase que ininterruptamente entre 1971 e 1999:

Na Câmara dos Deputados ocupou a Primeira Secretaria, a Corregedoria e a Procuradoria Geral. Participou intensamente da abertura política coordenando, no Congresso Nacional, a candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República, entre os anos de 1983/84. Foi ministro da Justiça do Governo Sarney por 11 meses (1985/86) e derrubou a censura.

Na Assembléia Constituinte (1987/1988), foi membro da Comissão de Sistematização. Em 1989 foi candidato a Vice-Presidente da República na chapa de Leonel Brizola. Manteve-se na Câmara dos Deputados até 1999.

Em 2003 foi nomeado presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em Pernambuco.


Reprodução autorizada mediante citação da TV Câmara

Fernando Lyra e os bastidores da redemocratização brasileira from CRISTOVAM BUARQUE on Vimeo.