A Corporação é um documentário que analisa a fundo o poder das grandes empresas, das grandes corporações. O filme fala desde o nascimento desse tipo de negócio até o predomínio de suas atividades no mundo atual, refletindo desde a Revolução Industrial até as vitórias legislativas que permitiram que empresas e cientistas chegassem a patentear boa parte da vida natural.quarta-feira, 17 de novembro de 2010
A Corporação
A Corporação é um documentário que analisa a fundo o poder das grandes empresas, das grandes corporações. O filme fala desde o nascimento desse tipo de negócio até o predomínio de suas atividades no mundo atual, refletindo desde a Revolução Industrial até as vitórias legislativas que permitiram que empresas e cientistas chegassem a patentear boa parte da vida natural.quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Chico Mendes - Cartas da Floresta
Criado na Floresta Amazônica, sem jamais freqüentar uma escola e tendo de trabalhar desde os 9 anos como seringueiro, Francisco Alves Mendes Filho, conhecido como Chico Mendes, foi responsável pela mais eficaz militância ecológica já ocorrida no país, tornando-se símbolo mundial da luta pela preservação da Amazônia. Para evitar a devastação da floresta e conservar o modo de vida dos habitantes locais, quer fossem índios, seringueiros, ribeirinhos ou pescadores, pregava a sua organização, a negociação pacífica com os pecuaristas e a criação das reservas extrativistas: áreas protegidas para usufruto da população que vive da exploração de recursos materiais renováveis e que deve, por lei, combinar preservação ambiental e desenvolvimento econômico e tecnológico. Provocou, no entanto, a ira de fazendeiros da região, sendo assassinado, em 1988, por Darli Alves da Silva e seu filho, Darci Alves Pereira. Sua trajetória política iniciou-se quando participou do II Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), defendendo a tese Em Defesa da Floresta. Ao final do Congresso, foi eleito suplente da diretoria nacional do órgão. No final dos anos de 1970, ajudou a fundar os primeiros sindicatos do Acre, com o apoio da Confederação dos Trabalhadores Agrícolas (Contag) e da Igreja Católica. Em 1985, organizou o I Encontro Nacional de Seringueiro, destacando-se como principal liderança da região. Nos anos seguintes, mantendo incansável luta pela preservação da floresta, recebeu o reconhecimento internacional. Foi visitado por membros da Organização das Nações Unidas (ONU) e recebeu o Prêmio Global 500, conferido a pessoas que se destacam na defesa do meio ambiente. Em 1988, meses antes de sua morte, o governo federal, por meio do Ministério da Reforma Agrária, instalou a primeira reserva extrativista na Amazônia, cuja responsabilidade de organização ficou a cargo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri. Atualmente, existem aproximadamente 21 reservas, ocupando mais de 3 milhões de hectares da floresta. Depois de um século de trabalho semi-escravo devido à exploração da borracha, os seringueiros passaram a ser reconhecidos como uma categoria especial de trabalhadores rurais, que tanto vivem dos produtos da floresta como lutam por sua preservação.
Chico Mendes - Cartas da Floresta from Marcos Abreu on Vimeo.
Paulo Freire
Paulo era filho de Joaquim Temístocles Freire, capitão da Polícia Militar de
Pernambuco e de Edeltrudes Neves Freire: Dona Tudinha. Ela “era essa coisa eufêmica
que se chama prendas domésticas (...). Era uma bordadeira excelente!” (Freire. P. e
Guimarães, S., 1982, p. 17). Conforme depoimento de Maria Adozinda Monteiro Costa,
educadora e prima de Paulo Freire, que conviveu com a família por vários anos, Dona
Tudinha era uma pessoa boníssima, cuja conduta era pautada pela mansidão.
Paulo guardou da infância lembranças fortes que o acompanharam por toda a vida e
que relata em várias de suas obras. “Minha alfabetização”, declarou à Revista Nova
Escola, em dezembro de 1994, “não me foi nada enfadonha, porque partiu de palavras e
frases ligadas à minha experiência, escritas com gravetos no chão de terra do quintal”.
De modo ainda mais incisivo, escreveu em A importância do ato de ler (Freire, P. 1982
p.16): “Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras,
com palavras do meu mundo, não do mundo maior dos meus pais. O chão foi o meu
quadro-negro; gravetos, o meu giz.”
Com o golpe de Estado de 1964, Paulo Freire foi preso no dia 16 de junho,
acusado de atividades subversivas. Permaneceu 70 dias detido, parte em Olinda, parte no
Recife, mas em diversas celas. Ou, como declarou a Sérgio Guimarães (1987, 66): “fui
inquilino de duas casas, mas morei em vários apartamentos”
Paulo Freire (trajetória) from padial on Vimeo.
Paulo Freire Contemporâneo - parte 2 from Marcos Abreu on Vimeo.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O Pasquim

O humor irreverente da charge política comenta e ajuda a
compreender os fatos do cotidiano
O humor no Brasil dos anos 70 marcou pela rebeldia bem humorada
ao golpe de 64. Nesse sentido, o aparecimento do gênio de
Henfiil era, na verdade, apenas o começo do fim. O prenúncio de
uma nova era em que a contestação política não teria mais a mesma
importância.
Um fenômeno como O Pasquim não ocorreria com o mesmo
ímpeto num regime de liberdades democráticas, o confronto com a
ditadura era a mola propulsora do deboche e irreverência que o semanário
ipanemense levou a todo o país.
Com a abertura política, os grandes jornais assimilaram os expoentes
da imprensa nanica e isso, indiretamente, esvaziou o humor
crítico da patota. Com Millôr na Veja, Henfil na 1stoÉ, Ziraldo no
Jornal do Brasil (JB), o Jaguar tentou por todos os meios continuar
publicando O Pasquim, contando com novos talentos, eu inclusive.
Colaboraram nessa época com o já nem tanto prestigiado hebdomadário:
Reinaldo, Hubert e Cláudio Paiva (futuros fundadores
do Planeta Diário, da TV Pirata e, mais tarde, integrantes da turma
do Casseta & Planeta) além de Nani (Hernani Diniz Luca, autor
e produtor de textos para programas humorísticos}. Mariano &
Agner. Juntos, eles editam O Pingente cujo titulo, além de ser uma
alusão aos passageiros de última classe da Central do Brasil, era
uma constatação de que, apesar de trabalharem em O Pasquim,
não eram mais parte integrante dele. O Pingente chegou a ser distribuído
e encartado dentro
de O Pasquim, mas,
por conservar ainda as
mesmas características da
nave-mãe, não soube como
se diferenciar e fechou.
Paulo Caruso, Cartunista
Fernando Lyra e os bastidores da redemocratização brasileira

Nascido em Caruaru (Pernambuco) em 1938, o advogado Fernando Soares Lyra iniciou sua carreira política em 1967, quando disputou e foi eleito deputado estadual para um mandato até 1971, ano em que fundou o Grupo Autêntico do então Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Esteve na Câmara quase que ininterruptamente entre 1971 e 1999:
Na Câmara dos Deputados ocupou a Primeira Secretaria, a Corregedoria e a Procuradoria Geral. Participou intensamente da abertura política coordenando, no Congresso Nacional, a candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República, entre os anos de 1983/84. Foi ministro da Justiça do Governo Sarney por 11 meses (1985/86) e derrubou a censura.
Na Assembléia Constituinte (1987/1988), foi membro da Comissão de Sistematização. Em 1989 foi candidato a Vice-Presidente da República na chapa de Leonel Brizola. Manteve-se na Câmara dos Deputados até 1999.
Em 2003 foi nomeado presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em Pernambuco.
Reprodução autorizada mediante citação da TV Câmara
Fernando Lyra e os bastidores da redemocratização brasileira from CRISTOVAM BUARQUE on Vimeo.
domingo, 17 de outubro de 2010
Vista a minha Pele
“Vista a Minha Pele” é uma divertida paródia da realidade brasileira. Serve de material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala-de-aula.
Nesta história invertida, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Os países pobres são Alemanha e Inglaterra, enquanto os países ricos são, por exemplo, África do Sul e Moçambique. Maria é uma menina branca, pobre, que estuda num colégio particular graças à bolsa-de-estudo que tem pelo fato de sua mãe ser faxineira nesta escola. A maioria de seus colegas a hostilizam, por sua cor e por sua condição social, com exceção de sua amiga Luana, filha de um diplomata que, por ter morado em países pobres, possui uma visão mais abrangente da realidade.
Maria quer ser “Miss Festa Junina” da escola, mas isso requer um esforço enorme, que vai desde a superação do padrão de beleza imposto pela mídia, onde só o negro é valorizado, à resistência de seus pais, à aversão dos colegas e à dificuldade em vender os bilhetes para seus conhecidos, em sua maioria muito pobres. Maria tem em Luana uma forte aliada e as duas vão se envolver numa série de aventuras para alcançar seus objetivos. O centro da história não é o concurso, mas a disposição de Maria em enfrentar essa situação. Ao final ela descobre que, quanto mais confia em si mesma, mais capacidade terá de convencer outros de sua chance de vencer.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
A POLÍTICA, A IMPRENSA E A CENSURA
Primeiro Alberto Dines, censurado e demitido do Jornal do Brasil após artigo criticando o casal "garotinho". Depois, Jorge Kajuru, tirado do ar no meio do programa e demitido da Bandeirantes, após criticar a farra dos ingressos reservados a políticos e autoridades para o jogo Brasil e Argentina, no Mineirão. Agora é a vez do cientista político Fernando Massote, cronista do jornal Estado de Minas (que se intitula "O grande jornal dos mineiros").
Fernando Massote é professor de Ciências Políticas na UFMG, e publicava suas crônicas na seção Opinião do jornal, sempre às sextas.
O fato tem a ver com os narrados acima, principalmente com a demissão de Jorge Kajuru da Bandeirantes, após criticar Aécio Neves. Começo a acreditar que não se pode discordar publicamente do governador Aécio Neves, sob o risco de sofrer pesadas retaliações. A exemplo de Kajuru e Dines, Massote também foi "censurado", pois seu último artigo intitulado "A última batalha de Brizola" não foi publicado pelo jornal como costumeiramente. Posteriormente, o professor foi "excluído" do quadro de colaboradores. Vejam o que disse o professor, publicado no site Pras Cabeças:
Crônica de uma noite anunciada
(A imprensa garroteada pelo Estado em Minas Gerais)
Os leitores que por anos me acompanharam às sextas-feiras, na página de opinião do Estado de Minas, foram tomados de surpresa no dia 2 de julho p. passado, quando o meu último artigo – "A Última Batalha de Brizola" – não foi publicado. Disseram-me que a cadeia dos Diários Associados nada queria publicar a favor de Brizola. Mas a direção do jornal não se limitou a recusar o artigo. Ela me declarou "persona non grata" depois de 23 anos de colaboração tendo, nos últimos anos, regularidade semanal e quinzenal.
O fato é que minhas relações com o Estado de Minas prosseguiam tensas – por razões políticas – desde a campanha política de 2002. O então candidato do PSDB Aécio Neves e seu staff de campanha, manifestamente, não gostavam de meus artigos. Para comprovar isto – já que nada tenho contra a pessoa do governador, que não tive ainda o prazer de conhecer pessoalmente – abro aspas para publicar trecho de uma carta do Sr. Robson Damasceno dos Reis, chefe do comitê de imprensa do candidato Aécio Neves, enviada ao EM e publicada em 19/9/02.
"... artigo (do prof. Fernando Massote) da edição de 6/9/2002, então, é um primor de propaganda explicita e ofensiva contra o candidato Aécio Neves".
JK e Tancredo não teriam, absolutamente, subscrito o envio desta carta. O artigo que o Sr. Robson, a mando de Aécio Neves, incriminou nos termos acima foi publicado no EM sob o título "Oh, Minas Gerais!". Eis o trecho que mais provocou a ira de então candidato:
"Um candidato a governador que é apresentado como ‘jovem e bonito’ na melhor linha do marketing comercial é o mais direto filho do passado (...) Na falta de qualquer militância política própria ele se sustenta, prodigiosamente, como se vê, como filho político do avô, Tancredo Neves!".
Este artigo – que não teria sido publicado pelo EM depois da posse de Aécio – repercutiu nos programas de TV durante a campanha. Mas a ojeriza do governador pelos meus artigos não é, assim, tão recente.
Na noite de 15 de maio de 1999, vendendo a casa que tinha em Nova Lima, a uma quadra da minha residência, o então presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, reuniu ali centenas de convivas para uma festa que fechou o bairro. O barulho infernal dos aparelhos de som dominou o ambiente das 20h de sábado às 9h de domingo.
Protestei, então, pelo fato, em defesa da cidadania publicando em 19/5/1999, no EM, o artigo "Viva o Barulho", em que escrevia: "Procuraremos a justiça contra o deputado, mas a sua defesa é praticamente insuperável: ele tem imunidade parlamentar que reforça a impunidade".
Em 25/9/03, reagindo à onda de repressão contra a liberdade de imprensa advinda do Palácio da Liberdade, publiquei – na A Gazeta (ES), no Correio da Cidadania, de Contagem e aqui, no Proposta – o artigo "Paixão e ambição", também censurado pelo EM, estabelecendo uma comparação entre o avô, Tancredo Neves, e o neto.
"Não cabe, portanto, comparação entre o avô e o neto já tão divididos pela distância entre seus dois mundos. A diferença começa no palanque, onde o avô se comportava como um artista e onde Aécio gosta de agir como o chefe, atento a todos os detalhes e preocupado em determinar quem deve ou não falar!... A discrepância não se limita, enfim, aos palanques. Nos últimos dias correram notícias (...) de demissão e remoção de jornalistas de órgãos da mídia. O antigo respeito pela imprensa (...) que impregnava o velho PSD liderado por Tancredo Neves parece, assim, ser considerado hoje demodée por novos políticos mais controlados pela ambição do que pela paixão".
Na mais recente entrevista do nº 9 do jornal Proposta com o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Aloísio Lopes, foram feitas criticas ao jornal de ser subserviente, sempre, ao governador de turno. Participei da entrevista como membro do Conselho Editorial do jornal. Foi este o álibi de que a direção do Estado de Minas se utilizou para transformar-me em objeto da sua vendetta e declarar-me "persona non grata".
Despeço-me aqui (sem poder recorrer nem mesmo à seção de cartas do EM), portanto, dos leitores do EM, depois desta dispensa abrupta, sem comunicação alguma por parte do jornal. O EM não respeita seus funcionários, seus colaboradores e seus leitores. Ele se pauta sempre pela vontade política do governador "em troca do que dele recebe".
Nesta situação, a luta pela liberdade de imprensa deve obedecer a um planejamento político consciente, crítico e amplo para defender e ampliar os espaços de cidadania de que dispomos atualmente. Não faço, com as minhas posições inarredavelmente democráticas, catarse pessoal, politicamente irresponsável e imprevidente das reações autoritárias que deverei enfrentar. Nunca cutuquei a onça com vara curta e sempre estive preparado – intelectualmente, moralmente, politicamente e materialmente – para reagir aos atos autoritários que critico.
Esta não é, no entanto, a situação da grande maioria dos jornalistas, em um mercado de trabalho sempre mais restrito e mal remunerado. Seus patrões e governos – como o de Minas Gerais – querem mantê-los sob o império do medo. Aí está toda a importância das tomadas de posição corajosas do atual presidente do Sindicado dos Jornalistas, Aloísio Lopes. A defesa dos jornalistas contra o autoritarismo das empresas e do governo Aécio Neves se confunde com os interesses do próprio desenvolvimento democrático da sociedade.
Vídeo Postado por neoique no Youtube
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